sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Blog TelasAmigas | Pelo uso seguro e saudável das novas tecnologias e pela cidadania digital responsável

Ergonomia e saúde no uso de computadores por crianças

Ergonomia computador
(Um artigo de Jorge Flores Fernández, diretor de TelasAmigas.)

Conectados ou não a Internet, crianças e adolescentes passam muitas horas em frente ao computador a cada semana sem que prestemos atenção em como eles o fazem e suas possíveis consequências para a saúde, em particular, problemas de visão e musculares.

Em TelasAmigas abordamos os diferentes tipos de telas e seu uso desde um ponto de vista integral e, especialmente, desde o sentido de saúde completa tal como define a OMS, Organização Mundial da Saúde: “é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não  somente a ausência de condições ou enfermidades”.
A partir desta perspectiva estamos trabalhando desde o nosso inicio, em 2004, com maior ênfase nos riscos que poderiam supor danos psicológicos, que eram menos conhecidos e, portanto, menos evidentes: conteúdos nocivos,cyberbullyingaliciamentosexting, perda de privacidade… Entretanto, não esquecemos a visão ergonômica do assunto, ainda que neste caso ignoramos os riscos psicossociais ligados especialmente ao estresse e a ansiedade.
Durante mais tempo, em mais lugares, desde idades mais precoces.
Ergonomia computadorCrianças e adolescentes vêm aumentando sua dose diária de contato com as telas de forma vertiginosa. Os computadores estão ganhando o espaço doméstico e também o âmbito escolar. Além disso, a idade de início do seu manuseio está em declínio contínuo enquanto estão se tornando imprescindíveis para o seu dia-a-dia e sua vida social. Entretanto, não estamos prestando atenção em que seu uso seja adequado desde um ponto de vista da saúde física, onde caberia apontar especialmente os problemas musculares e os visuais.
O uso do computador pode causar problemas de saúde?
Desde o âmbito da prevenção de riscos no trabalho,  aqueles trabalhadores que usam monitores (tecnicamente denominadas PVD, telas de visualização de dados) por mais de 4 horas ao dia ou 20 horas por semana devem ser submetidos a orientações específicas de monitoramento da saúde e seu posto de trabalho deve ser examinado e adequado. Isto porque considera-se que este período pode causar-lhes danos ao longo do tempo, se não existir condições adequadas. E as crianças e os adolescentes? Talvez não atinjam esses parâmetros limite, mas é certo que estão em fase de desenvolvimento e seus danos podem ser maiores. Eles são chamados de   nativos digitais mas não pensemos que já estão preparados para ficarem colados a uma tela  de forma imune.
Alguns dados sobre os efeitos do uso intensivo e inadequando de computadores
Problemas visuais e oculares
  • Conforme a publicação da revista Scientific American, não manter uma distancia adequada com a tela, e abusar de seu uso sem descanso pode acarretar problemas de tensão ocular e no futuro, causar glaucoma. A falta de condições adequadas (de luz, distância da tela, evitar descansos…) provoca também a mudança da forma como se pisca (cada vez se pisca menos para ser mais produtivo na hora de visualizar rapidamente o conteúdo da tela). Deve-se piscar de 12 a 15 vezes por minuto, entretanto os usuários de computadores tendem a piscar 4 ou 5 vezes por minuto.
  • Outras fontes alertam sobreo aumento dos casos de miopia em 66% desde a introdução dos computadores pessoais.
Os problemas de visão pelo uso do computador afetam a mais de 90% dos usuários que utilizam o monitor por 3 horas ou mais ao dia segundo cita este estudo sobre consumo de telas.
Problemas osteomusculares
  • Segundo um estudo, 50.9% dos meninos e 69.3% das meninas já sofreram de dores nas costas antes de completar os 15 anos, uma circunstância que ao chegar à idade adulta pode tornar-se crônica e inclusive afetar sua vida profissional.
  • O STC, ou Síndrome do Túnel do Carpo, dores no pulso associada a movimentos repetitivos, começa aparecer em crianças de idade precoce. É raro em menores de 10, mas cada vez mais frequente em adolescentessegundo informa este artigo.
  • 25% dos espanhóis maiores de 16 anos sofrem dor lombar ou cervical, segundo a pesquisa Europeia de Saúde na Espanha de 2009.
Cultura saudável no uso de dispositivos eletrônicos com telas
Embora existam vários dispositivos (videogames portáteis, smartphones, tablets, desktops) e cada qual tem suas próprias recomendações, fundamenta o comum denominador da cultura da saúde associada com as condições ergonômicas no uso de telas. Consideramos que em nossa sociedade, nas famílias e os centros educativos, não existe conhecimento suficiente e sensibilidade sobre este assunto que afeta as crianças. No entanto, em TelasAmigas temos o compromisso de ir mais além e que sejam os próprios protagonistas quem tomem consciência da importância de uma boa postura, da orientação do monitor, da comodidade do assento… sabendo adaptar por si só as condições, mudanças, em cada contexto de uso.
Para isso recorremos, como é habitual, à narração audiovisual, sem dramatismos e com humor, produzindo esta sequência animada:
Seu uso com menores de 8 a 11 anos vem demostrando como tomam parte da historia e se posicionam apoiando à criança que protagoniza a cena. Conhecida a dinâmica de tomadas falsas,inclusive aplaudem quando a cena é bem feita após as recriminações do adulto, um severo diretor de cinema.
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Filme sobre inclusão

Menina surda quer ser bailarina 

As histórias de ficção podem ser boas vias de apreensão da diversidade. Por meio dos personagens, as crianças reveem a sua própria história e compreendem a importância do respeito ao outro, construindo valores como empatia e alteridade. Nesse sentido, os filmes são ótimas opções.

Créditos: Reprodução

O curta-metragem "Tamara" trabalha temas como inclusão, tolerância e diversidade.

"Tamara", produzido por criada por House Boat Animation Studio, é um curta-metragem de animação que conta a história de uma menina surda que sonha em ser bailarina. Com apenas 4:36, o filme fala sobre questões imprescindíveis para o desenvolvimento da criança e ressalta o protagonismo da criança ao enfrentar obstáculos e reafirmar o seu sonho.

O curta está disponível online e pode ser trabalhado com os pequenos também em sala de aula, para discutir inclusão e diversidade. 
10 filmes que abordam a inclusão de pessoas com deficiência



Para garantir a efetiva inclusão de crianças e adultos, é necessário que as deficiências sejam lidas em um contexto de diversidade, assumindo que todos temos perfis e necessidades específicas e aprendemos cada um a nossa maneira.

Para contribuir com essa reflexão, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou filmes que têm como tema a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. As obras podem ser um excelente disparador para debater, em sala de aula e também em família, a necessidade da construção de uma sociedade inclusiva.

Veja abaixo aqueles que tem classificação livre e pode ser visto pelas crianças.

Aqui você confere a lista completa

Cordas (2014)

O curta animado “Cordas” narra a amizade entre Maria, uma garotinha muito especial e Nicolás, seu novo colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. A pequena, vendo algumas das impossibilidades do amigo, não desiste e faz de tudo para que ele se divirta e consiga brincar. Reconfigurando e recriando jogos e atividades, Maria celebra a vida do colega, aprende ao passo que ensina e emociona a todos – inclusive os espectadores -, com as possibilidades do sonho e de uma amizade verdadeira. Ao final, uma surpresa especial, que lembra a todos da importância do educar e da relação que se estabelece no ensino e aprendizagem.


Sempre amigos (1998)

O filme relata a parceria, a amizade e as dificuldades enfrentadas por dois garotos: Kevin, extremamente inteligente, sofre de uma doença degenerativa e, por conta disso, acaba ficando isolado do convívio social, e vivendo mais no mundo da imaginação; e Max, um gigante de 13 anos, que não tem o desenvolvimento esperado na escola e por conta disso é discriminado no ambiente pelos colegas. Quando os dois se encontram, uma bela amizade nasce e com ela uma relação de inteligência e força, como um contraponto às injustiças cometidas nas demais relações de convivência.

Uma lição de amor (2001)


O filme conta a história de Sam Dawson, um homem com deficiência mental que tem uma filha Lucy que, quando completa 7 anos, começa a ultrapassar intelectualmente seu pai. Uma assistente social ao ver a situação quer tirar a guarda internando Lucy em um orfanato. A situação se transforma em um briga jurídica em que se discute o papel do pai e se pessoas com limitações intelectuais como Sam podem ser responsáveis por crianças.



A pessoa é para o que nasce (2002)

Documentário relata a história de três irmãs cegas de Campina Grande, Maria das Neves, Regina Barbosa e Francisca da Conceição. A narrativa mostra a leitura de mundo das mulheres e a dedicação do trio à música.



Janela da Alma (2001)

No documentário, 19 pessoas dão seus relatos de como lidam com a deficiência visual. As histórias acabam abordando o olhar de uma forma mais sensível e menos ligada diretamente com o espectro exterior, sugerindo que a sociedade em geral, mesmo com a possibilidade de ver, deixou de enxergar o que é visível aos olhos.



Amy uma vida pelas crianças

Após a morte de seu filho, Amy deixa seu marido para se tornar professora em uma escola para crianças deficientes. Descobrindo uma nova razão para viver, ela se dedica a ensinar crianças surdas a falar, ao mesmo tempo em que elas o ensinam o verdadeiro sentido do amor.

Referência: http://educacaointegral.org.br/

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 Recursos da Internet para Educação



Recursos, que compõem   as tecnologias de construção para Internet e possibilitam a interação com conteúdos educacionais.
Recursos da Internet para Educação
 
BLOG
        Os Blogs são páginas pessoais, em formato de diários, atualizadas a qualquer momento, trazendo links para outros blogs do dia-a-dia ou temas específicos, como cinema, arte música, educação e gira em torno de comentários sobre atualidades trazendo mais cor, expressão, identificação e individualidade à Internet.

        É a abreviação da palavra Weblog (rede, teia) e Log (registro); Os Weblogs são feitos no meio on-line, e os usuários que mantém esses registros na Internet são chamados de “blogueiros”.
        Weblogs, ou blogs, consistem em publicações de conteúdos como textos, links, fotos, poesias, déias, piadas, notícias etc... de forma cronológica como um jornal, ficando arquivado por um período determinado, através do próprio browser tornando-se mais fácil criar e publicar uma página Web como espaço pessoal,  que faz do weblog mais de uma ferramenta tecnológica, mais uma forma de inclusão na comunidade Web.
        Composto por pequenos parágrafos, segue uma linha de tempo, como um fato após o outro, semelhante a uma home page, mas com a vantagem de veiculação da informação em tempo real, numa maior possibilidade de interação com o leitor , que pode emitir sugestões, comentários, críticas e mandar recados, enfim tudo o que a imaginação do autor permitir; Os blogs também são uma excelente forma de comunicação entre uma família, amigos, grupo de trabalho, ou até mesmo empresas. Ele permite que grupos se comuniquem de forma mais simples e organizada do que através de e.mail ou grupos de discussão; Muitos  são pessoais,  intimistas, veiculam idéias ou sentimentos do autor, alguns são voltados para diversão e outros para o trabalho, mas também tem aqueles que misturam tudo. Mas, em geral, enfocam um tópico ou área de interesse para quem os escreve.
        Usar um blog é como mandar uma mensagem instantânea para toda a web: você escreve sempre que tiver vontade e todos que visitam seu blog tem acesso ao que foi escrito.


 O que isso significa para educadores e estudantes?
        “Chega em boa hora, quando a Rede já não trazia mais muitas novidades” (BERNERS,1997).

        Tim Berners-Lee’s, inventor da Web, em 1997 comentou aos membros da World-Wide Web consortium (WC3), que “A Web deve ser um meio para a comunicação entre povos: uma comunicação que produz conhecimento compartilhado.”
        Certamente a natureza aberta e flexível dos weblogs incentiva tais diálogos; muitos usuários universitários de weblolgs, ou “bloggers” vem convidando indivíduos das comunidades locais, nacionais e internacionais a participar de suas aulas através de seus Weblogs. Nas mãos de professores criativos, os Weblogs podem permitir aos estudantes, conectar suas experiências de sala de aula ao mundo.
        Os Weblogs podem dar suporte a Educação de várias formas, como um jornal acadêmico, um espaço de reflexão e discussão dos estudantes, uma forma de construir conhecimento  de  forma  autônoma  e  coletiva (colaborativa),  uma ferramenta  para estimular e  registrar pesquisas, uma memória coletiva  para equipes remotas ou não, bem como uma orientação para um estudante  novo. Ainda, mesmo que todo o seu potencial não seja explorado ao máximo, pode-se utilizá-lo para fornecer o  conteúdo  de  um  curso e  suas  atualizações, pois  os professores podem publicar e atualizar materiais com mais facilidade, eficiência e flexibilidade.


 BLOG: Diário de aprendizagem na rede
        O Blog ainda é novidade como recurso de aprendizagem, mas a linguagem é bem conhecida dos adolescentes, que o utilizam para publicar páginas pessoais, como os tradicionais diários.

        Na sala de aula, serve para registrar os conhecimentos adquiridos  pela  turma, durante os projetos de estudo, sendo  possível  enriquecer os relatos com  links, fotos, ilustrações e sons; Os professores acompanham e orientam as pesquisas abrindo novos canais de comunicação e  incentivando, com  isso,  o  convívio e aprendizagem das tecnologias envolvidas, convidando os  alunos para  criarem juntos o blog da turma.

        Todo o processo - escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os “objetivos”do blog - pode ser feito coletivamente.

        Se cada educando colaborar com o blog uma vez por semana, já serão várias novidades por dia; É bom lembrar que os servidores tiram do ar os blogs que ficam muito tempo sem atualizações.

        E o educador? Ele também teria acesso aos blogs pessoais dos alunos, podendo sempre comentá-los tirar dúvidas e selecionar bons textos e temas de discussão para levar para a sala de aula. Deixando os alunos livres para criar, sem compromisso de resultado ou nota, o professor obtém o que há de mais valioso nessa relação, passando a conhecer a cabeça de seus alunos, seus sonhos, medos, desejos e interesses.

������� Tudo isso vale também para o professor, seja como for, levar o recurso de blogs para a escola pode representar um salto na capacidade de comunicação dos alunos. Convidados a se divertir, eles estarão exercitando a leitura, a escrita, o senso crítico e a familiaridade com a informática. Os blogs são um símbolo do caráter democrático e plural da internet.
 Hospedagem gratuita de blog
www.uniblog.com.br
www.blogger.com.br
www.terra.com.br



Saiba mais...


 Sete motivos para um professor criar um blog * (Betina von Staa)
        Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que se abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

        No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.


1 - É divertido 
        É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.  

2 - Aproxima professor e alunos

       Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3 - Permite refletir sobre suas colocações
       O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.



4 - Liga o professor ao mundo        Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço.  Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5 - Amplia a aula        Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6 - Permite trocar experiências com colegas        Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7 - Torna o trabalho visível
        Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!


    * Betina von Staa é coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional e articulista da divisão de portais da Positivo Informática. Autora e docente de cursos on-line para a COGEAE, a Fundação Vanzolini e o UnicenP, é doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP.
 Referências bibliográficas:

  • DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005. <www.educacional.com.br/abresite.asp?IdPublicacao=113781>

  • GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005. <www.educacional.com.br/abresite.asp?IdPublicacao=113782>

  • KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio;

  • XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

  • LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.

       Créditos - BLOG: 
       revistaescola.abril.com.br/blog/blog_indice.shtml
       www.educacional.com.br
       www.educarede.org.br/educa/index.cfm
       www.infowester.com
       www.insite.com.br
       www.sinprosp.org.br

HOT POTATOES
        
O Hot Potatoes é um programa de origem canadense que conta com um conjunto de seis ferramentas de autoria. Esse programa foi desenvolvido pela University of Victoria CALL Laboratory Research and Deselopment. As ferramentas existentes nele possibilitam a criação de exercícios variados, como por exemplo, palavras cruzadas, múltipla escolha, associações entre colunas. Outro ponto relevante no tocante ao uso das ferramentas é a interatividade, uma vez que as atividades são criadas para uso no ambiente da internet.


 Ferramentas do Hot Potatoes
Segue abaixo uma breve discriminação das principais característica de cada ferramenta, isto é, que tipo de exercício cada uma delas produz.

 JCloze: tal ferramenta cria exercício de completar lacunas (ou de preenchimento de espaço). JQuiz: nessa o foco são atividades com questões de respostas curtas que podem se resumir em palavras, pequenas expressões ou até diminutas frases.

 JCross: essa ferramenta cria as palavras cruzadas, um formato de exercício bem conhecido.

 JMix: o exercício proposto por essa ferramenta é um espécie de ordenador de frases, conhecido popularmente como sopa de palavras.

 JMatch: nessa o trabalho de associação entre “colunas” é a prosposta de exercício.



 Instalação e configuração do programa
Para instalação do programa, vale a pena observar algumas informações. Para fins educativos, o programa Hot Popatoes é gratuito, basta que se preencha no sítio oficial do programa um formulário e posterior se proceda ao registro do programa (mais informações no guia). Além disso, o programa está disponível no idioma português. Logo abaixo, seguem alguns etapas básicas para uso do programa.

  • Instalação: para instalação, é preciso que o usuário acesse ao seguinte endereço: web.uvic.ca/hrd/hotpot/. Na seqüência, busque na seção de Download a versão do programa que esteja de acordo com o sistema operacional do seu microcomputador (Windons, Macintosh e Linux).
  • Entrada com os dados: faz-se necessário, de acordo com característica de cada ferramenta,  entrar ordenadamente com os dados relativos ao conteúdo que se deseja trabalhar.
  • Ajuste: prestar  de informações adicionais para que o usuário(estudante) não se perca durante a realização das atividades, como por exemplo,  comando das questões ou inserção de texto para orientação do estudante.
  • Exportação: após criação em si das questões, é preciso passá-las para um formato Web. Isso se faz com um simples clicar em um determinado botão disponível no próprio programa.
  • Publicação: com a utilização de software de publicação os exercícios são disponibilização na internet. E assim finalmente acessível aos alunos.

 Tutoriais 
Na internet, encontram-se muitos tutoriais que auxiliam os professores no manuseio das ferramentas disponíveis no Hot Potatoes. Segue abaixo uma seleção de links de tutoriais que podem ser bastante úteis para instrução dos usuários a cerca das peculiaridades de cada ferramenta.

www.cceseb.ipbeja.pt/Hotpotatoes/index.htm
www.pgie.ufrgs.br/dicasonline/hotpotatoeswww.acessus.net/html/tutoriais/potatoes/potatoes.htm



Também como forma de munir o usuário de informações sobre o programa, seguem abaixo links de guias do Hot potatoes:

woodstock.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?view=25
www.aulaintercultural.org/IMG/pdf/gui_E3o_20hotpotatoes.pdf


 Aplicação educativa do programa

É possível visualizar, com o Hot Potatoes, uma série de atividades que podem ser utilizadas no enriquecimento do processo de ensino-aprendizagem, no auxílio a alunos e  a professores frente aos desafios propostos pelo dia-a-dia da sala de aula. Além disso, é preciso acrescentar que o uso do programa aproxima alunos e professores do universo digital, o que pode resultar na elevação da qualidade do ensino. Apresentam-se abaixo sítios que trazem o Hot Potatoes como produto final, ou seja, pronto para uso pelos estudantes.

web.educom.pt/escolovar/hotpot_lp.htm
www.ufpel.tche.br/faem/dfs/quiz/ 
www.eb23-guifoes.rcts.pt/NetMate/sitio/Hot-Potatoes.htm
web.educom.pt/escolovar/hotpot_mat.htm




WEBQUEST
          O conceito foi criado em 1995 por Bernie Dodge, professor estadual da Califórnia (EUA) tendo como proposta metodológica o uso da Internet de forma criativa. A Webquest é uma atividade investigativa onde as informações com as quais os alunos interagem provêm da internet.
 Sua elaboração
É feita por um professor para ser solucionada por alunos reunidos em grupos.


 Seus recursos
Também chamados de fontes, os recursos podem ser livros, vídeos e mesmo pessoas a entrevistar, mas normalmente são sites ou páginas da Web.


 Tipos
Bernie Dodge define a Webquest em:
Curta: Leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e seu objetivo é a integração do conhecimento.
Longa: Leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos em sala de aula e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.

A Webquest é constituída de sete seções:
- Introdução - Determina a atividade.
- Tarefa - Informa o software e o produto a serem utilizados.
- Processo - Define a forma na qual a informação deverá ser organizada (livro, vídeos etc).
- Fonte de informação - Sugere os recursos: endereços de sites, páginas da Web.
- Avaliação - Esclarece como o aluno será avaliado.
- Conclusão - Resume os assuntos explorados na Webquest e os objetivos supostamente atingidos.
- Créditos - Informa as fontes de onde são retiradas as informações para montar a webquest, quando página da Web coloca-se o link, quando material físico coloca-se a referência bibliográfica. É também o espaço de agradecimento às pessoas ou instituições que tenham colaborado na elaboração.


 Objetivos Educacionais
- O educador moderniza os modos de fazer educação (sincronizado com o nosso tempo/internet).
- Garante o acesso à informação autêntica e atualizada.
- Promove uma aprendizagem cooperativa.


 Desenvolver habilidades cognitivas
“Aprendizagens significativas são resultados de atos de cooperação, as WQs estão baseadas na convicção de que aprendemos mais e melhor com os outros do que sozinhos.”

- Favorece as habilidades do conhecer (o aprender a aprender).
- Oportuniza para que os professores de forma concreta se vejam como autores da sua obra e atuem como tal. (acessar, entender e transformar).
- Favorece o trabalho de autoria dos professores.
- Incentivar a criatividade dos professores e dos alunos que realizarão investigações com criatividade.
- Favorecer o compartilhamento dos saberes pedagógicos, pois é uma ferramenta aberta de cooperação e intercâmbio docente de acesso livre e gratuito.


 Quem esta usando as WQs
Pelo seu aspecto pedagógico, dinâmico, amplo, informativo e investigativo, estimula:
- Professores, Mestres e Doutores das mais diversas áreas e seguimentos.
- Alunos.


 Exemplos de WQs
www.vivenciapedagogica.com.br
webquest.sp.senac.br
www.webquest.futuro.usp.br
www.ese.ips.pt/abolina/webquests/bio/biodiversidade.html
www.escolabr.com
www.webquest.futuro.usp.br
www.edukbr.com.br
www.escolanet.com.br
www.iep.uminho.pt/encontro.webquest/workshops.htm
www.livre.escolabr.com/ferramentas/wq/
wqtiete.vila.bol.com.br 
wqenergia.vila.bol.com.br


 Passos para elaboração de uma Webquest

Planejar

  • Definir o tema
  • Selecionar fontes de informação
  • Delinear a tarefa
  • Estruturar o processo
Formatar
  • Escrever a introdução
  • Escrever a conclusão
  • Inserir o conteúdo no gabarito
Publicar
  • Fazer os acertos finais
  • Publicar a Webquest
Gabaritar
  • Nessa etapa é necessário usar um editor HTML, o que exige conhecimento em informática
  • Modelo de gabaritos.
O suporte oferece ferramentas de produção gratuitas, acervo de imagens, editores de html, hospedagen de sites, etc.


 WebQuest além dos limites
       LanQuest (BARROS, 2005) - Baseada na mesma metodologia de Bernie Dodge, só que em páginas off line, fora do espaço web, utiliza apenas um software de navegação, onde é simulada a navegação que ocorre na Internet. É uma possibilidade de trabalho que vai além do ciberespaço na extensão de um software de autoria, ou apresentação pronta em html. Ideal para escolas que não têm acesso a laboratórios de informática.       

       PaperQuets - É uma metodologia baseada na WebQuest que tem como referência para o trabalho fontes bibliográficas (biblioteca). Assim como a LanQuest, a PaperQuet também é ideal para escolas que não têm acesso a laboratórios de informática.
       A PaperQuest pode ter o formato de um jogo, as tarefas impressas em cartões com várias possibilidades de aventura (urbana, na mata, no espaço, etc...). Os alunos irão pesquisar e jogar ao mesmo tempo, por meio de ferramentas semelhantes ao PHPWebQuest (Barros 2005), onde a familiarização e a criticidade na análise dos textos encontrados em livros, jornais e revistas são necessárias.

       PHPWebQuest - É um programa educativo criado pelo professor espanhol Antônio Temprano para criar Webquest, Miniquest e caça ao Tesouro sem escrever o código HTML ou utilizar programas de edição de páginas de Web. O usuário pode editar e ou apagar as atividades criadas por ele. Uma de suas vantagens de edição de WebQuest pelo phpwebquest é que todo texto pode ser editado em html para quem já utiliza alguma ferramenta de produção nesse formato, tornando-se viável e possível no caso de alunos em situação de deficiência visual, a navegação por leitores de tela.


       Créditos - WEBQUEST: 
       Metodologia que ultrapassa os limites do Ciberespaço.
       Profa Gílian Cristina Barros - www.escolabr.com       Gabarito - www.webquest.futuro.usp.br       Espaço para discussão Wqs - www.escolabr.com

Por que levar as crianças ao circo

Por que levar as crianças ao circo

O circo como ferramenta pedagógica 

Cada vez se cobra com mais força o uso do circo como ferramenta pedagógica e têm-se proliferado as atividades focadas na prática dessa disciplina orientada aos pequeninos. Oficinas onde se ensinam jogos de equilíbrio (equilibristas), de coordenação olhos-mãos (malabaristas) ou de representação cômica (palhaços). Teatro, esporte e educação em valores vão de mãos dadas. 
Na Espanha começou a se desenvolver essa idéia nos anos 80, quando surgiram as primeiras escolas de circo social. Atualmente são muitas as escolas que incluem a arte circense como projeto nas aulas obtendo resultados muito positivos pelas numerosas vantagens que contribui para as crianças. 
No Brasil, alguns profissionais estão adaptando a arte circense nas aulas de Educação Física em algumas poucas escolas e escolas com formação de artistas circenses são comuns em grandes centros.


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